CRP. 06/67635

Transtorno Bipolar e do

Deficit de atenção e Hiperatividade

O transtorno bipolar e o transtorno de deficit de atencao e hiperatividade (TDAH) devem ser tratados com medicação em casos severos e com psicoterapia em todos os casos. Na psicoterapia o cliente se compreende para além de seus sintomas e de forma individualizada, não classificatória. Ele descobre a relação de seus sintomas com sua história e seu futuro e assim pensa como superá-los.

O TDAH (DDA) pode ser confundido com Transtorno Bipolar? Infelizmente muitos profissionais que ainda desconhecem o TDAH (DDA) acabam diagnosticando erroneamente o portador de TDAH (DDA) como Bipolar ou vice-versa. Existem muitas semelhanças, nos dois casos há alterações de humor: o indivíduo alterna excitação (onde pode ocorrer agitação, hiperatividade, agressividade, impulsividade ou compulsão, a busca de novidades, a falta de noção do perigo) com a depressão.

No entanto, a pessoa com TDAH (DDA) apresenta sintomas que a prejudicam desde pequena. Mesmo no caso dela não ser hiperativa fisicamente, o prejuízo se dará na dificuldade de prestar atenção nas aulas, nas tarefas escolares, na desorganização, na impulsividade e/ou no relacionamento social, com comprometimento da sua auto-estima.

Já no caso do Transtorno Bipolar esses sintomas aparecem mais tarde, a partir dos 15 anos ou mais comumente na idade adulta.

No estágio da mania, o Bipolar sente-se poderoso, seguro, com uma euforia e grandiosidade imensas já o TDAH (DDA) mesmo quando está na compulsão, continua com sua auto estima comprometida sentido-se sempre culpado quando não consegue controlar seus impulsos.

Outro diferencial acontece na durabilidade das fases. No Bipolar, mesmo no caso mais leve, como o hipomaníaco cada fase dura no mínimo 3 dias, sendo que o mais comum a duração de semana(s). O TDAH (DDA) oscila mais rapidamente podendo alternar essas fases num mesmo dia.

Transtorno da personalidade

Borderline

O transtorno da personalidade borderline deve ser tratado com medicação em casos severos e com psicoterapia em todos os casos. Na psicoterapia o cliente se compreende para além de seus sintomas e de forma individualizada, não classificatória. Ele descobre a relação de seus sintomas com sua história e seu futuro e assim pensa como superá-los.

A pessoa com transtorno de Personalidade Borderline está sujeita a acessos de ira e verdadeiros ataques de fúria ou de mau gênio, em completa inadequação ao estímulo desencadeante. Essas crises de fúria e agressividade acontecem de forma inesperada, intempestivamente e, habitualmente, tem por alvo pessoas do convívio mais íntimo, como os pais, irmãos, familiares, amigos, namoradas, cônjuges, etc. Embora o Borderline mantenha condutas até bastante adequadas em grande número de situações, ele tropeça escandalosamente em certas situações triviais e simples. O limiar de tolerância às frustrações é extremamente susceptível nessas pessoas.

Os indivíduos com Transtorno da Personalidade Borderline se esforçam freneticamente para evitarem um abandono, seja um abandono real ou imaginado. A perspectiva da separação, perda ou rejeição podem ocasionar profundas alterações na auto-imagem, afeto, cognição e no comportamento. O Borderline vive exigindo apoio, afeto e amor continuadamente. Sem isso, aflora o temor à solidão ou a incapacidade de ficar só, em presença de si mesmo.

Esse medo do abandono está relacionado a uma grande intolerância à solidão e à necessidade de ter outras pessoas consigo. Seus esforços frenéticos para evitar o abandono podem incluir ações impulsivas, tais como comportamentos de auto-mutilação ou ameaças de suicídio

Depressão

A depressão deve ser tratada com medicação em casos severos e com psicoterapia em todos os casos. Na psicoterapia o cliente se compreende para além de seus sintomas e de forma individualizada, não classificatória. Ele descobre a relação de seus sintomas com sua história e seu futuro e assim pensa como superá-los.

Mesmo que haja algum motivo desencadeante para depressão, a falta de vitalidade, a intensidade e persistência da tristeza são incompreendidos.

O caráter gravemente desinteressante do mundo prevalece para o deprimido.

Alguns sintomas de depressão são: cansaço e perda de energia; sentimento de tristeza persistente; diminuição do interesse e prazer em atividades que antes eram prazerosas; problemas de auto-confiança e auto-estima; dificuldade de concentração e de tomar decisões; sentimentos de culpa, desesperança, desamparo, solidão, ansiedade ou inutilidade; alterações no sono: dificuldades em adormecer, acordar muito mais cedo do que o habitual, dormir em excesso ou pesadelos; isolamento: evitar outras pessoas até mesmo amigos íntimos ou familiares; perda de apetite com diminuição do peso ou compulsão alimentar; perda do desejo sexual; pensamentos de suicídio e morte; inquietação e irritabilidade;  auto-agressão.

Ansiedade, Pânico,

TOC

A ansiedade, a sindrome do pânico e transtorno obsessivo compulsivo (TOC) devem ser tratados com medicação em casos severos e com psicoterapia em todos os casos. Na psicoterapia o cliente se compreende para além de seus sintomas e de forma individualizada, não classificatória. Ele descobre a relação de seus sintomas com sua história e seu futuro e assim pensa como superá-los.

Existem vários transtornos ansiosos dos quais fazem parte o transtorno de ansiedade generalizada, o transtorno do pânico, os transtornos fóbico-ansiosos, o transtorno obsessivo compulsivo, entre outros.

A ansiedade passa a ser considerada um transtorno ou patológica a medida que predomina como estado emocional do indivíduo, que a experimenta de maneira geral e desproporcional. O caráter ameaçador do mundo prevalece.

O Transtorno de Ansiedade Generalizada é caracterizado por uma ansiedade persistente e generalizada, que não ocorre exclusivamente numa determinada situação. Nesse caso, os sintomas chave são o medo e uma preocupação exagerada, desproporcional, constante e difusa em relação ao futuro. A pessoa torna-se preocupada, frequentemente antecipando possíveis desgraças e catástrofes consigo ou com seus familiares. O indivíduo que sofre de transtorno de ansiedade generalizada pode apresentar os seguintes sintomas: tendência a cansar-se com facilidade; hipervigilância; sensação de que está no limite do nervosismo; dificuldade de concentração e freqüentes esquecimentos; irritabilidade; tensão muscular; dificuldade para adormecer ou sono insatisfatório; preocupação com a possibilidade de doença grave ou acidente embora não existam indicativos de que essas coisas possam vir a acontecer; tendência a assustar-se com facilidade e de forma intensa sem motivos justificáveis.

Em alguns casos podem ocorrer boca seca, mãos ou pés úmidos, enjôos ou diarréia, aumento da freqüência urinária, sudorese excessiva, dificuldade de engolir ou sensação de um bolo na garganta;

No transtorno do pânico os pacientes também experimentam estados de ansiedade prolongada, porém apresentam picos, crises em determinadas situações.

Na fobia social, a ansiedade também é sintoma significativo e a principal característica é o isolamento a que o fóbico social acaba se impondo, o que não ocorre no transtorno de ansiedade generalizada.

O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é um transtorno de ansiedade caracterizado por pensamentos obsessivos e compulsivos no qual o indivíduo tem comportamentos considerados estranhos para a sociedade ou para a própria pessoa; normalmente trata-se de ideias exageradas e irracionais de saúde, higiene, organização, simetria, perfeição ou manias e “rituais” que são incontroláveis ou dificilmente controláveis. A pessoa percebe tanto a obsessão quanto a compulsão como algo fora de seu controle e desejo, o que causa muito sofrimento.